domingo, 11 de abril de 2010

Bernardo é quase árvore




Só por esse poema do Manoel de Barros, que descobri recentemente, teria escolhido o nome do meu filho.
Ele caiu como uma luva no meu amor de mãe, iluminando o brilho dos meus olhos ao ver meu pequeno homem forte como um urso.

Bernardo é quase árvore.
Silêncio dele é tão alto que os passarinhos ouvem de longe.
E vêm pousar em seu ombro.
Seu olho renova as tardes.

Guarda num velho baú seus instrumentos de trabalho:
um abridor de amanhecer
um prego que farfalha
um encolhedor de rios – e
um esticador de horizontes.

(Bernardo consegue esticar o horizonte usando três fios de teias de aranha. A coisa fica bem esticada). Bernardo desregula a natureza:
Seu olho aumenta o poente.
(Pode um homem enriquecer a natureza com a sua incompletude?)


E na foto um momento que captei do meu Bernardo, misturando-se com a instalação de arte para crianças.

Um comentário:

  1. Olá, amigo blogueiro e amante da cidadania. Não deixe de visitar o meu blog e tenha acesso ao resumo do 8º Congresso Internacional de Direito Constitucional de Natal em 2010. Leia, se gostar, deixe o seu comentário.

    Você também pode ler minhas poesias e acessar documentários que dirigi na barra de vídeo.

    www.valdecyalves.blogspot.com

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